
“Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.” (Provérbios 27:21.
Muitos grupos, sejam sociais ou religiosos, indivíduos, até mesmo alguns líderes, estão sempre recuando porque têm medo de encarar o sucesso. Tudo o que é grande gera um certo desconforto para aqueles que estão na liderança e, mesmo sem querer, em evidência. “E aí, o que fazer? Ficar na mediocridade, crescer, enfim, qual é a direção que devo tomar?” Muitos preferem vencer apenas com palavras bem elaboradas em seus sermões, palavras que satisfazem a plateia, pois o contentamento destes está nos elogios daqueles que os promovem. Grandes palavras, contundentes, mas sem nenhum peso: “Vamos avançar igreja! Igreja, vamos crescer e mudar esta geração; vamos ser grandes, vamos impactar o Brasil e as nações. Vamos! Vamos! Vamos! Vamos!” Geralmente, esse tipo de discurso é feito no último dia do ano, mas o tempo passa e nada acontece. E muitos, quando percebem o crescimento, a aceleração dos fatos, ficam assustados e se detêm, principalmente quando isso acontece na vida das pessoas com as quais possuem um relacionamento íntimo.
Por quê? O que de fato passa em nosso coração quando há certa inquietude em relação àqueles que estão em destaque por estarem sendo usados por Deus para realizar maravilhas, coisas impossíveis aos olhos humanos? Deus usa nossa fraqueza, o diabo a nossa força. Pois com o Senhor, quando somos fracos, aí somos fortes, mas na nossa própria força somos totalmente impotentes, porque nada podemos fazer sem o Senhor: “Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre [...]Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Salmo 124.1; Jo 15.5). Somos vasos de barro (2Coríntios 4.7), a nossa força vem do Senhor. Por que temer as coisas grandes se é o Senhor quem está operando? Sou apenas um mortal que Ele escolheu para realizar o que está em Seu coração.
Quando você teme realizar alguma coisa grande, algo errado está acontecendo com você. Quando você começa a “enxergar” falhas, erros e pecados na vida daqueles que estão permitindo que o Senhor realize grandes coisas por intermédio de suas vidas, tome cuidado. Isso é sintoma de inveja, de medo e falta de autoconfiança. Quanto mais dependentes somos de Deus, mais Ele nos usa, porque “… Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” (Salmo 33.18), para os tornarem fortes para a Sua própria glória. De nada valerá o meu trabalho, nada vai compensar o meu esforço, se eu o realizar pela minha capacidade somente, mas quando Deus faz, frutos são gerados para vida eterna.
Tu és mortal!
César passa pelo povo e o povo em uma só voz grita o seu nome: “César! César! César!” E ao lado de César estava um homem que dizia “César, tu és mortal!” Somos mortais, viemos do pó e ao pó voltaremos. Esta verdade nos leva a meditar sobre a nossa condição mortal e a reconhecer que quando o Senhor nos escolhe para uma obra específica (e isto nos coloca em evidência), não podemos nunca nos esquecer que somos mortais, jamais devemos confiar em nossa própria força como se ela fosse a nossa suficiência: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor!” (Jeremias 17.5). César tinha de reconhecer que ele não era Deus, a sua vida terrena teria fim.
O Senhor tem dispensado a Sua autoridade para realizarmos a Sua obra. Por que isso? Acaso seríamos melhores do que aqueles cujos nomes não são mencionados, ou melhores que aqueles que no anonimato se prostram clamando para que Deus nos use mais e mais? Claro que não. O Senhor separará alguns, mas nós mortais devemos sempre nos lembrar de que é o sangue de Jesus que nos dá condição de sermos usados pelo Pai.
“Tu és mortal”, coloque seu nome na frente dessa frase. Leia-a, e medite no sentido dela. Então, você não terá medo de realizar todas as coisas para Deus. Cientes da nossa condição humana, não subestimaremos os irmãos, não faremos acepção de pessoas. Seremos sempre um vaso mortal que vai motivar e incentivar aqueles que têm dificuldade para sair da mediocridade.
Não se sinta constrangido em conviver com as grandes coisas, ou lhe será difícil conviver com o nosso Deus, porque a Sua grandeza é ilimitada.
Tudo vai passar, só vai ficar o amor. Vivamos acima da mediocridade, sempre lembrando de que somos mortais.
Até a próxima,
Pr. Wellington Buchacra
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Que palavra abençoada,devemos sempre lembrar somos mortais.
Que Deus continue dando ao nosso amado Pastor essas palavras que sempre nos colocaram para frente!
Comentário by Lorrayne — setembro 12, 2012 @ 3:54 pm